Glenn Hughes nunca foi apenas um nome no rock. Foi sempre um furacão de voz, groove e atitude. Ex-baixista e vocalista do Deep Purple, dono de uma carreira solo inquieta e de colaborações que atravessam décadas, ele surge em 2025 com um novo capítulo: o álbum Chosen, uma obra que mostra que a chama criativa ainda arde com intensidade.
A voz que não envelhece
Poucos cantores conseguem carregar a mesma potência depois de meio século de estrada. Glenn Hughes é um desses raros. Aos 73 anos, sua voz continua sendo um trovão que passeia entre o soul, o hard rock e o blues com a mesma naturalidade de sempre. Em entrevista recente, ele deixou claro: não pretende viver de repetições, muito menos de nostalgia.
Inspiração em Bowie, espírito inquieto
Hughes revelou que a grande inspiração de Chosen foi David Bowie, símbolo máximo de reinvenção. O resultado é um disco que mistura peso e experimentação, sem medo de ousar. “Não quero alienar meu público, mas também não quero me tornar uma caricatura de mim mesmo”, disse. A frase sintetiza bem a missão de um artista que prefere arriscar a ficar parado no tempo.
O fio entre passado e futuro
Chosen não ignora o legado de Hughes: há riffs que lembram a intensidade do Purple, há grooves que remetem à sua fase com o Trapeze, mas tudo é atravessado por uma produção moderna e ousada. O álbum soa atual sem perder a essência. É como se Hughes tivesse aprendido a costurar sua própria história para abrir novas portas.
Um artista que nunca se rende
Em uma indústria musical onde muitos veteranos se contentam em repetir fórmulas, Hughes mostra que ainda está em busca de algo maior. Sua inquietação artística é combustível para novas jornadas. O lançamento de Chosen prova que, para ele, o rock não é um lugar de chegada, mas um caminho que se percorre até o fim.
Glenn Hughes, eterno escolhido
O título do álbum, Chosen, não é à toa. Glenn Hughes é um dos escolhidos – não apenas por ter vivido o auge do rock clássico, mas por nunca ter deixado que essa era fosse apenas memória. Sua música continua viva, pulsante, e agora ganha mais um capítulo visceral que reafirma seu reinado.