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O palco do MTV Video Music Awards 2025 não foi apenas mais um espetáculo pop enfeitado por luzes e coreografias. Na noite de 10 de setembro, o rock tomou de volta o centro das atenções: uma homenagem arrebatadora ao lendário Ozzy Osbourne, que nos deixou em 2024, reacendeu a chama do heavy metal no coração da cultura mainstream.

O rugido que não se cala

Quando as primeiras imagens de Ozzy apareceram nos telões, o público vibrou com intensidade quase religiosa. Era impossível não sentir a ausência do Príncipe das Trevas, aquele que transformou sua própria vida turbulenta em combustível para redefinir o que é ser uma lenda do rock. A homenagem não foi apenas lembrança: foi um manifesto, uma declaração de que Ozzy nunca deixará de habitar o imaginário do rock.

Estrelas sob a sombra de um titã

O tributo reuniu nomes de peso: Steven Tyler e Joe Perry (Aerosmith) incendiaram o palco com riffs e gritos carregados de fúria; Yungblud, representante da nova geração, trouxe a intensidade crua de quem absorveu cada cicatriz deixada por Ozzy; e Nuno Bettencourt (Extreme) fez as cordas gritarem como se fossem possuídas pelo próprio espírito do metal. Foi um encontro de gerações, selado pelo respeito absoluto à figura que deu forma ao heavy metal como conhecemos.

Uma noite de catarse

O público não apenas assistiu – viveu cada acorde, cada riff, cada verso entoado como reza profana. Era a catarse coletiva de milhões que cresceram com Paranoid, Crazy Train e tantos outros hinos que atravessaram décadas. Ali, na mistura entre luto e celebração, ficou claro: Ozzy não é passado, é eternidade.

O legado além da música

Mais do que um cantor, Ozzy foi um fenômeno cultural. Do Black Sabbath às loucuras solo, de sua persona televisiva aos palcos ensanguentados, construiu um império de autenticidade e ousadia. O VMA 2025, um evento muitas vezes distante das raízes do rock, reconheceu isso. E ao fazê-lo, trouxe à tona um recado poderoso: o rock pode perder seus heróis, mas jamais perderá sua essência.

Ozzy para sempre

A homenagem terminou em silêncio. As luzes baixaram, a plateia aplaudiu de pé, e a sensação era de que Ozzy estava ali, observando tudo com seu sorriso diabólico.
O mundo pode seguir em frente, mas no coração do rock, Ozzy Osbourne continua vivo – agora não apenas como homem, mas como mito eterno.