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Na noite de 13 de setembro de 2025, o Rose Bowl, em Los Angeles, foi palco de um daqueles momentos que entram direto para a mitologia do rock. O Oasis, banda símbolo da arrogância britânica dos anos 90, encerrou sua aguardada turnê de reunião nos Estados Unidos com um show esgotado, vibrante e carregado de emoção.

O retorno dos irmãos briguentos

Quem viveu a era do Britpop sabe: Oasis era sinônimo de música grandiosa e conflitos ainda maiores. Liam e Noel Gallagher passaram mais de duas décadas trocando farpas e afastados, mas agora, dividindo novamente o mesmo palco, mostraram que suas diferenças não são páreo para a energia visceral que ainda corre pelas veias da banda.

Hinos eternos ecoando na América

O público norte-americano, que historicamente nunca abraçou o Oasis com a mesma devoção dos britânicos, desta vez se rendeu. “Wonderwall”, “Don’t Look Back in Anger” e “Champagne Supernova” foram entoadas como hinos sagrados por uma multidão de 90 mil vozes. Era como se cada acorde fosse uma ponte entre 1995 e 2025, entre a nostalgia e a catarse coletiva.

Da resistência ao apogeu

Durante anos, os EUA foram um território difícil para os Gallagher. A crítica nem sempre compreendeu sua mistura de insolência e melodias grandiosas. Mas o que se viu no Rose Bowl foi o contrário: uma explosão de amor, aplausos intermináveis e uma prova de que, mesmo depois de tanto tempo, o Oasis ainda é capaz de provocar comoção em escala global.

Mais que reunião: um renascimento

A turnê de 2025 não foi apenas um reencontro de irmãos, mas um renascimento artístico. Liam, com seu timbre áspero, ainda canta como quem cospe as palavras contra o mundo. Noel, sereno mas certeiro, comanda a banda com a precisão de quem nunca parou de compor hinos. Juntos, mostraram que a química que os tornou gigantes segue intacta, alimentada por décadas de história.

Oasis, ainda maior que a própria lenda

O show de Los Angeles não apenas fechou uma turnê – selou uma nova fase na trajetória da banda. O Oasis não vive apenas da nostalgia: vive da capacidade de transformar cada retorno em espetáculo e cada música em eternidade.
No coração do público americano, agora não resta dúvida: o Oasis conquistou o espaço que sempre mereceu.