Lançada em 1991, no álbum No More Tears, “Mama, I’m Coming Home” não é só uma balada de sucesso na carreira solo de Ozzy Osbourne.
É uma confissão de amor, sobrevivência e gratidão — e, ao contrário do que muitos pensam, não foi dedicada à mãe biológica de Ozzy.
Essa música carrega a força de uma história real, marcada por excessos, quedas e uma relação que sobreviveu ao caos.

O príncipe das trevas em crise
No início dos anos 90, Ozzy estava no limite.
- Dependência química.
- Prisões bizarras (como a vez em que urinou no Alamo).
- Até mesmo um episódio grave, em que tentou estrangular Sharon durante um surto alcoólico.
Foi Sharon quem o obrigou a buscar reabilitação. E foi dessa condição — “ou você se cuida, ou não estaremos mais juntos” — que nasceu o novo Ozzy, mais humano e vulnerável.
Quem é a “Mama”?
A maioria pensa que a canção é sobre a mãe de Ozzy, que faleceu em 2001.
Mas não: “Mama” era o apelido carinhoso que Ozzy usava para Sharon Osbourne, sua esposa e empresária.
Ela foi quem segurou as pontas quando ele afundava nos vícios.
Ela acreditou nele quando ninguém mais acreditava.
E foi para ela que ele escreveu: “Mama, I’m coming home”.
Sharon: a força por trás do Madman
Desde o fim traumático no Black Sabbath, Sharon foi quem comprou o contrato de Ozzy, organizou sua carreira e manteve viva sua trajetória solo.
Ela não fugiu do caos: entrou de cabeça.
Enfrentou vícios, surtos e recaídas — e ainda assim acreditou que havia algo para salvar.
“Mama, I’m Coming Home” é, acima de tudo, uma carta de amor e gratidão para Sharon, a mulher que não desistiu dele.
A composição inesperada
Curiosamente, a letra não foi escrita por Ozzy.
Foi Lemmy Kilmister, do Motörhead, quem transformou os rascunhos de Ozzy em versos poderosos.
Ozzy admitiu: “Ele escreveu exatamente o que eu queria dizer, melhor do que eu faria”.
Musicalmente, a faixa nasceu no piano, mas ganhou força quando Zakk Wylde a levou para uma guitarra de 12 cordas. O resultado foi uma balada com pegada folk, que se destacava no auge do grunge.
Um hino de redenção
Lançada em No More Tears (1991), a música se tornou um dos maiores sucessos de Ozzy.
Mais do que isso, virou trilha sonora de soldados na Guerra do Golfo, que enviavam a faixa para suas esposas como mensagem de esperança.
O que faz essa canção tão especial é a entrega vocal de Ozzy: crua, humana, vulnerável. Ele não está interpretando um personagem, mas se despindo diante do microfone.
Conclusão
“Mama, I’m Coming Home” não é apenas uma balada romântica.
É um manifesto de sobrevivência, gratidão e amor resiliente.
É sobre cair, se quebrar, mas ainda assim encontrar forças para voltar para casa — o único lugar onde, apesar de tudo, ainda existe amor.