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Tem um momento específico em que o fã de rock brasileiro já sabe o que vem.

É quando começa aquela velha tensão anual:
“Será que o Rock in Rio vai respeitar o nome que carrega… ou vai transformar o ‘Dia do Rock’ em um festival genérico com guitarra de enfeite?”

Porque, vamos ser honestos: o Rock in Rio já entregou noites históricas — mas também já brincou com a paciência de quem ama o gênero.

Só que agora, em 2026, o festival fez um anúncio que acende o radar e reacende o coração do público que quer peso de verdade.

Avenged Sevenfold e Bring Me The Horizon estão confirmados no line-up.

E isso muda o clima.

O Rock in Rio sabe exatamente o que está fazendo

Não é só sobre duas bandas.

É sobre mensagem.

Quando um festival desse tamanho coloca Avenged Sevenfold e BMTH no mesmo pacote, ele está dizendo com todas as letras:

“Hoje o rock vai ser o protagonista.”

E isso importa.

Porque o Rock in Rio não é um evento pequeno. Ele molda a percepção de público, mídia e mercado. Ele define o que vira “grande” no Brasil.

Então quando ele aposta em duas forças gigantes do rock/metal moderno, ele está fazendo o que deveria ter feito muitas vezes:

dar palco para a geração que segura o rock vivo no século 21.

Avenged Sevenfold: a banda que virou monstro de arena sem perder a identidade

O Avenged Sevenfold é aquele caso raro:
uma banda que nasceu no metalcore, cresceu no hard/heavy e virou um colosso de estádio.

E o mais interessante é que eles não chegaram lá repetindo fórmula.

Eles sempre tiveram coragem de mudar.

De City of Evil até os experimentos mais recentes, o A7X construiu uma carreira que divide opiniões — mas nunca passa despercebida.

E no palco?

No palco eles são brutais.

O tipo de show que não depende de nostalgia: depende de presença, riffs gigantes, refrões que explodem e aquela sensação de “isso aqui é grande demais pra caber numa tela”.

Bring Me The Horizon: a banda que virou o futuro sem pedir desculpas

Se o Avenged é o peso com cara de arena, o Bring Me The Horizon é o caos moderno.

Eles fizeram o caminho inverso de muitas bandas:

Começaram extremos, foram odiados, foram subestimados… e depois viraram um fenômeno global, misturando metal, eletrônico, pop, industrial e tudo que der na telha.

E o mais importante:
eles conseguiram fazer isso sem perder o espírito.

O BMTH é a prova viva de que o rock não precisa ser conservador pra ser pesado.
Ele pode ser mutante, híbrido, moderno — e ainda assim bater forte.

E ao vivo, é um soco.

É luz, é explosão, é catarse, é público cantando como se estivesse exorcizando o mundo.

O Brasil sempre teve fome de rock grande

O público brasileiro é um dos mais intensos do planeta.

E quem já viu show pesado aqui sabe: o Brasil transforma show em ritual.

O anúncio dessas duas bandas não é só uma boa notícia: é uma promessa de noite insana.

Porque Avenged e BMTH têm algo em comum:

Eles sabem conduzir multidão.

Eles sabem fazer um festival inteiro se dobrar.

O “Dia do Rock” volta a ter respeito

O nome “Rock in Rio” sempre carregou uma contradição.

Porque o festival é gigante, histórico… mas muitas vezes o rock parece só um detalhe no meio de tudo.

Só que quando surgem anúncios assim, o festival volta a fazer sentido pra quem cresceu no metal, no hardcore, no hard rock, no alternativo.

É como se, por um instante, o Rock in Rio lembrasse de onde veio.

E lembrasse também do que o público brasileiro sempre pediu:

guitarra alta, bateria na cara e música que não pede licença.

2026 pode ser uma noite histórica — se o festival não recuar

O anúncio de Avenged Sevenfold e Bring Me The Horizon é forte.

Mas agora vem a parte que separa um “dia bom” de um “dia lendário”:

O restante do line-up.

Se o Rock in Rio mantiver essa linha, 2026 pode entregar um dos melhores dias de rock do festival em anos.

Porque, pela primeira vez em muito tempo, parece que o radar apontou pro lugar certo.

E quando o radar acerta… o rock agradece.